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There are big differences between being “a guy that plays Football” and “a Football player”. Both types can be seen all over the world, more frequently outside of the United States, in countries where the sport is just now getting traction. But how to identify which type are you? Although the signs are all over, that’s an answer that you will only find within yourself.

First, let me get something out of the way. Football can only be a hobby for you if you’re just a fan. It is exciting, it’s a great TV product and watching Football can be very fun. Now, if you want to be on the field, this must become your way of life. If you really want to succeed and be competitive, this sport must be one of your priorities. You need to wake up thinking about Football and go to sleep thinking about Football.

But why can’t Football be a fun thing to do on weekends?

This is a contact sport that may cause severe injury or even death. To treat it as a hobby would be not only stupid but also dangerous. Soccer can be a hobby, or Basketball, or Volleyball… you learn the basic fundamentals, strategies and do it once a week to blow off some steam, get your heart rate up, break a sweat, relieve stress and have fun with your buddies. Unfortunately, you cannot do that in Football.

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Harriton

Normalmente é difícil encontrar um momento de paz em meio a uma situação caótica para colocar as coisas em perspectiva. Mas quando essa oportunidade aparece, geralmente é difícil de esquecer. Tive a chance de fazer isso durante um dos dias mais importantes em minha carreira de técnico de futebol americano, e me surpreende como o corpo humano se agarra aos mínimos detalhes desses poucos segundos de devaneio.

Após árduas semanas de dois treinos diários sob o escaldante sol do verão dos Estados Unidos, o ar abafado e úmido de West Philly finalmente deu lugar a uma leve e refrescante brisa que parecia anunciar o que o estômago e os nervos já sabiam. Dia 29 de agosto, uma sexta-feira, marcava o início da temporada 2014 de futebol americano para a West Philadelphia High School, minha primeira como técnico nos Estados Unidos.

Foi um daqueles dias que demoram mais a passar do que véspera de Natal, mas movimentado desde cedo. Uma agenda dominada por tarefas inerentes à posição de técnico, como reuniões para as últimas definições de game plan e depth chart, instruções sobre estilo de jogo do adversário, conversas para garantir que todos os atletas estavam na mesma página quanto a sinais de chamada de jogadas, ou seja, aquilo que se espera das horas pré-jogo. Read the rest of this entry »

Treino

Creio nem ser preciso enfatizar a importância que o período de treino tem para os times de futebol americano. Afinal, em um esporte complexo como o nosso, perfeição não é o suficiente para qualquer equipe que queira atingir o sucesso. Mas como usar ao máximo essas horas em que os atletas estão à disposição da comissão técnica, especialmente no Brasil, onde mais de um treino semanal é algo considerado artigo de luxo?

Não só como técnico de futebol americano mas também como jornalista e fã, já tive a oportunidade de acompanhar sessões de treino nos três principais níveis de prática da modalidade nos Estados Unidos: High School, College e NFL. Fazendo um apanhado dessas experiências e tentando adaptar para a nossa realidade, pretendo dar algumas dicas simples para otimizar seu programa de treinos e extrair uma melhor performance da equipe.

O normal no Brasil era termos treinos que duravam quase 4 horas, no entanto, se contássemos o tempo efetivo de atividade, não chegava nem na metade. Por isso, acredito ser mais produtivo ter um treino de alta intensidade e com os atletas totalmente focados durante um período mais curto do que desperdiçar tempo precioso. Read the rest of this entry »

Esta semana tive a oportunidade de passar por uma nova experiência como técnico de futebol americano nos Estados Unidos, algo bastante simples e que acredito que poderia beneficiar não apenas equipes, mas o nível técnico do esporte no Brasil.

Na última segunda-feira, dia 21, o West Philly Speedboys foi até a Lower Merion High School para participar de um 7-on-7 contra os Bulldogs, e o mesmo aconteceu na quarta, 23, contra o Neumann-Goretti Saints – duas equipes que não disputam a mesma liga que nosso time.

Se você não está acostumado com o termo, explico: 7-on-7 significa, como diz a tradução simples, 7 contra 7. O ataque é composto pelo center, quarterback e mais cinco jogadores elegíveis, variando de acordo com a formação. Já a defesa alinha apenas com três LBs e 4 DBs. Dessa forma, ambos os lados exercitam suas táticas para o jogo aéreo. Não há tackle, portanto nem é necessária a utilização de pads – recomenda-se, no entanto, o uso de capacetes. Read the rest of this entry »

fieldhouse

Quando se fala de High School Football, difícil quem não associe o termo com o drama de sucesso “Friday Night Lights”, série que permaneceu no ar por cinco temporadas na NBC, e que também foi exibida no Brasil por canais da tevê fechada. Uma comunidade que coloca sua equipe de alunos acima de tudo, respira o esporte 24 horas por dia, e jogadores que são tratados como celebridades. Por mais que a história seja inspirada em fatos reais e tal devoção realmente aconteça em diversos pontos do território americano, a fictícia cidade de Dillon, no Texas, estaria bem, mas bem longe de West Philly.

Filadélfia é uma grande candidata a se tornar a próxima Detroit, que viu sua economia implodir com a crise de 2008, declarou falência e agora enfrenta sérios problemas de violência. A cada ano, mais escolas públicas de Philly fecham as portas, devido à falta de recursos da Secretaria de Educação. Antes do início do ano letivo de 2013, por exemplo, só teve aula porque a Secretaria conseguiu um empréstimo de US$ 50 milhões na última hora. E quando a grana aperta, os primeiros departamentos a rodar são os de atividades extracurriculares, principalmente esportes. Read the rest of this entry »

Todo técnico ou coordenador precisa, um dia, decidir qual filosofia defensiva adotar para sua equipe, antes mesmo de começar a instalar jogadas e se preparar para competições. Mas como fazer isso de maneira eficiente, que maximize os resultados em campo?

Ao contrário do que muitos pensam, os coaches não definem a formação base de sua defesa arbitrariamente. Um defensive coordinator (DC) não opta por uma 4-3 porque seu time favorito na NFL usa essa filosofia; não decide por uma 3-4 pois é a que lhe agrada mais no Madden; ou se arrisca na 4-2-5 porque é um fã roxo (literalmente) da TCU.

Algumas particularidades fazem toda a diferença na hora de fazer essa escolha, que norteará a maioria de suas decisões em campo. E é disso que pretendo tratar neste post. Read the rest of this entry »

Concussion

Muito se fala sobre as possíveis complicações causadas por concussões, problema infelizmente recorrente em um esporte de contato como o futebol americano. Mas você, como técnico, sabe como identificar e, principalmente, como agir quando um atleta sofre uma pancada na cabeça?

Um dos requisitos para quando comecei a fazer parte da comissão técnica de West Philly High foi participar do curso online ConcussionWise, fornecido DE GRAÇA pela Sports Safety International. E aí pensei: está aí algo interessante para todos os brasileiros envolvidos com o futebol americano.

IMPORTANTE: o curso não substitui qualquer treinamento médico nem lhe capacita a fazer diagnósticos. Seria a mesma coisa de assistir “Dr. House” e achar que pode sair por aí identificando Lúpus nas pessoas. No entanto, é extremamente esclarecedor e ajuda os coaches a saber como lidar com a situação. Read the rest of this entry »

Coach Matheus Dias

Meu nome é Matheus Dias e sou viciado em futebol americano. Pronto, precisava tirar isso de dentro do meu peito. Essa informação é essencial para que você entenda todo o propósito deste blog e de meu trabalho. Neste espaço, pretendo compartilhar ideias, teorias e informações relacionadas à prática desse maravilhoso esporte, que a cada dia ganha mais espaço no Brasil. Mas antes, quem é este que vos fala?

Atualmente, sou técnico de Linha Defensiva e Linebackers da West Philadelphia High School, cujo nome é bastante autoexplicativo com relação à localização. O West Philly Speedboys é um dos mais tradicionais programas da cidade, e compete na liga para escolas públicas na categoria AAA.

Antes disso, fui Head Coach e, anteriormente, coordenador defensivo do Curitiba Brown Spiders, equipe pioneira na prática de futebol americano full-pads no Brasil. Também tive a honra de participar da comissão técnica da Seleção Paranaense Sub-19 como coordenador ofensivo em 2012, pouco antes de me mudar para Filadélfia, nos EUA.

Infelizmente, ao menos por enquanto, técnico de futebol americano não é minha profissão full time. Sou jornalista formado pela Universidade Positivo, em Curitiba, Paraná, e minha área de expertise é – veja você – a NFL. Como correspondente da Gazeta do Povo, cobri in-loco as últimas 6 edições do Super Bowl, oportunidades que não trocaria por nada nesse mundo. Também sou colunista do ExtraTime, prática que, para mim, é um dos pontos altos da semana.

Creio ser um dos pouquíssimos brasileiros, talvez o único, que já tinha experiência como técnico no Brasil e que agora está realizando o sonho de fazer parte de uma comissão técnica justamente no nível em que o esporte é mais praticado: High School. Por isso, pretendo usar este espaço para compartilhar diferenças que percebo no dia a dia, e que mesmo à distância podem ajudar a evoluir o esporte no Brasil.

Ainda estamos na pré-temporada, e a tendência é que o tempo se torne cada vez mais escasso à medida que o kickoff se aproxime, mas tentarei usar o tempo livre para colocar aqui o que der na telha: afinal, essa é a graça dos blogs.

Pela atenção, obrigado!